A inovação é essencial para qualquer empreendedor que queira crescer e se destacar no seu nicho mercadológico. Afinal, o “novo” é um dos fatores de maior atração do público e o instiga a querer conhecer mais de sua empresa. Por isso, investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos é uma estratégia de sobrevivência.

Adotar um planejamento para que as inovações sejam constantes é essencial para a manutenção da capacidade competitiva de uma empresa. E esse cuidado vai além da criação: é preciso associar a inovação à políticas inteligentes de marketing da empresa, que igualmente devem ser inovadoras.

Nesse contexto, um tópico que não podemos deixar de abordar é o sobre como manter um empreendimento sempre moderno, atual e atraente para a clientela. Já tem uma ideia de qual é o caminho, não é verdade? Então continue acompanhando e entenda como funciona a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos!

Para que serve a pesquisa de mercado?

O desenvolvimento de um novo produto é realizado, acima de qualquer outra coisa, para atender a uma demanda ou desejo da sociedade ou, em casos mais revolucionários, para criar novos mercados.

Em muitos casos, o grande trunfo do desenvolvedor é detectar um problema ou anseio do consumidor que até então havia passado despercebido pelo mercado. Com isso, ele pode direcionar seus estudos e pesquisas para a criação de soluções que preencham essa lacuna.

Colocar um produto novo no mercado é, inquestionavelmente, arriscado, porém é uma medida que apresenta grandes possibilidades de lucro, desde que a ideia seja bem planejada, trabalhada, explorada e, obviamente, protegida.

Pesquisa e desenvolvimento de novos produtos: como fazer isso na sua empresa?

Quando falamos de inovação, a ideia que nos vem à cabeça é um pouco vaga, não é mesmo? O que inovação significa, afinal? Um produto inédito no mercado? Uma atualização estética ou tecnológica?

A realidade é que todas essas respostas estão corretas. Existem quatro tipos gerais de desenvolvimento de novos produtos, veja quais são eles:

Novos conceitos

Esse tipo de desenvolvimento refere-se à criação de produtos completamente novos, que surgem revolucionando um setor e, em alguns casos, criando novos mercados.

Extensão de linhas existentes com base na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos

Nesse caso, o desenvolvimento de novos produtos surge no intuito de complementar linhas preexistentes consolidadas. Um laboratório farmacêutico, por exemplo, pode criar uma versão em gotas de um medicamento comercializado em cápsulas.

Leia também:  Entenda definitivamente o que é uma Patente

Alterações de produtos

A terceira modalidade de desenvolvimento de produtos refere-se àquelas inovações que representam uma atualização ou aprimoramento de um produto já existente. Seguindo o exemplo da indústria farmacêutica, seria o caso de uma fórmula de medicamento atualizada com o objetivo de minimizar efeitos colaterais existentes em versões anteriores.

Esse tipo de desenvolvimento de produtos é o mais comum e também um dos menos arriscados, uma vez que se trata de um produto que atende a uma demanda mercadológica já identificada e explorada, mas com melhor desempenho.

Ampliação de mercado

Nessa categoria, a função ou público-alvo do produto é ampliado, ou seja, o mercado de comercialização do produto cresce. Uma marca de sabonetes íntimos cujo público era estritamente feminino, por exemplo, pode criar uma linha focada no público masculino.

Como proteger legalmente novas criações?

Ao desenvolver um novo produto, a principal preocupação da sua empresa será de resguardar seus direitos de exploração sobre ele. Para tanto, a melhor saída é patentear a criação.

Lembre-se de que o aumento das perspectivas de lucro do negócio só estarão devidamente protegidas se todas as medidas legais cabíveis forem tomadas. Além disso, ter um portfólio de produtos patenteados indica seriedade e qualidade perante os olhos do público, já que a patente representa a capacidade da empresa de criar uma tecnologia revolucionária.

Entenda melhor o uso da patente

A legislação brasileira estabelece que a empresa detentora de uma patente sobre determinado produto ou processo possui exclusividade na sua exploração comercial, seguindo a regra da grande parte dos países ao redor do mundo, que aliás fazem parte de tratados internacionais que regem aspectos ligados à propriedade industrial.

Com a proteção legal possibilitada pela patente, você protege seu investimento (tempo e recursos financeiros) de possível uso por parte de terceiros, conhecidos como concorrentes desleais e, ainda, adquire um grande diferencial competitivo para o seu negócio. Na prática, a patente funciona como uma espécie de patrimônio protegido cuja exclusividade de exploração compensa os esforços e recursos despendidos nas fases de pesquisa e desenvolvimento no novo produto ou processo.

Conheça o processo de registro de patente

O processo para se registrar uma patente pode levar anos. Logo, o planejamento a médio e longo prazo devem fazer parte da sua estratégia de negócio.

Em resumo, esses são os principais passos de um processo de patente:

  1. Verificação da patenteabilidade do produto ou processo
  2. Pesquisa para certificar a não existência de produto ou processo no Brasil ou em outros países;
  3. Redação do pedido de patente, com todos as suas partes (relatório descritivo, resumo, desenhos, reivindicações);
  4. Depósito do pedido junto ao INPI;
  5. Publicação do pedido de patente, depois de 18 meses;
  6. Solicitação do exame de patente, em até 36 meses da data do depósito;
  7. Pagamento de anuidades ao INPI, a partir do 2º aniversário a contar da data do depósito, ou seja, a partir da 3ª anuidade;
  8. Pagamento da Expedição da Carta-Patente.
Leia também:  Aposentado já tem 30 patentes e quer inventar mais produtos: 'Vocação'

É importante ressaltar que o pedido de patente pode ser realizado desde o momento da concepção da ideia do novo produto, ou seja, antes mesmo do produto ou do processos estarem “rodando”. E mais: você não precisa ter um protótipo – aliás o INPI sequer analisa ou recebe protótipos.

Nesse material temos um guia básico de patentes que pode ajudá-lo!

Registro de novos produtos: como driblar a burocracia?

Como foi possível perceber no tópico anterior, o processo de proteção de uma patente requer muito planejamento e um plano de negócios articulado. Por esse motivo, é essencial contar com o amparo de uma empresa ou escritório de advocacia especializado no assunto.

Os especialistas em patentes poderão lhe assessorar durante todo o processo de desenvolvimento de novos produtos, desde as fases de pesquisa e desenvolvimento até o registro final da patente.

Com a assistência de uma equipe legal especializada no assunto, você terá todo o amparo jurídico para que o registro seja efetivado com a maior agilidade possível.

Aliás, especialistas podem até mesmo ajudá-lo a construir o projeto e fornecer informações e conhecimento disponíveis em bancos de dados espalhados por todo o mundo. Já pensou que ótimo descobrir como anda o chamado “estado da técnica” daquela área do conhecimento relativa ao produto ou processo que você está desenvolvendo e ganhar largas passo rumo à sua patente?

Conforme visto, o processo de inovação é essencial para que um negócio cresça e conquiste novos mercados. Mas, não basta se dedicar a lançar novos produtos, é importante assegurar que suas descobertas estejam protegidas pela lei. Receba o apoio de especialistas na proteção de sua invenção.

Saiba como proteger a sua invenção
BAIXE NOSSO MATERIAL GRATUITO

 

Mestre em Direito Penal Econômico Internacional e Especialista em Propriedade Intelectual.